sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A nova era do rádio
Cinqüenta anos depois do fim de sua era de ouro, o rádio parece estar reencontrando o seu vigor. Ele está presente na casa de nove em cada dez brasileiros, é influente na cultura e na política, tem enorme apelo sobre os jovens e ultimamente renovou sua capacidade de revelar estrelas para o showbiz. De acordo com o Ibope, mais pessoas sintonizam o rádio do que assistem a televisão diariamente na Grande São Paulo – um quadro que se repete na maior parte das metrópoles brasileiras. O número de emissoras não pára de crescer no país: são mais de 6.000, soma inferior apenas à dos Estados Unidos. Numa pesquisa recente com jovens de todo o Brasil, 89% apontaram o meio como sua segunda fonte de entretenimento, logo atrás da TV e à frente dos encontros com os amigos. Isso de segunda a sexta. Nos fins de semana, a situação se inverte: os jovens preferem ouvir rádio a ver televisão. A popularidade com a garotada explica, em boa medida, por que o rádio recupera o seu prestígio e volta a fazer estrelas. O radialista Milton Neves, por exemplo, é hoje um dos nomes fortes da Rede Record,enquanto os humoristas do Pânico, revelados pela Jovem Pan, animam os domingos da RedeTV!. E há inclusive quem busque o caminho inverso. O apresentador da Rede Globo Luciano Huck considera o rádio um veículo "charmoso". É dono de duas emissoras no Rio de Janeiro e comanda um programa dedicado à música lounge. "Estamos falando de um veículo com 83 anos de idade no país, mas um corpinho de 18", diz Antonio Rosa Neto, do Grupo dos Profissionais do Rádio, instituição que presta assessoria às emissoras.
A influência do rádio se estende por várias áreas. É estratégico para a indústria fonográfica incluir seus artistas na programação das emissoras, nem que seja pagando uma comissão – o velho jabá – aos programadores. O rádio também demonstra força política. Nos grandes centros ou no interior do país, as concessões são disputadas com voracidade pelos políticos. Estima-se que 45% das emissoras do país pertençam a essa classe. "O rádio cria um vínculo entre comunicador e ouvinte que faz dele um instrumento precioso para fins políticos", diz o sociólogo Fernando Lattman-Weltman. Das câmaras municipais aos gabinetes do Executivo, não faltam exemplos de carreiras fomentadas no rádio, como a do ex-governador fluminense Anthony Garotinho ou a do senador gaúcho Sérgio Zambiasi, que ganharam fama à frente de programas assistencialistas. O rádio é, ainda, uma ferramenta dos grupos religiosos, que detêm cerca de 35% das emissoras do país. Nessa área, destaca-se o padre Marcelo Rossi, o maior fenômeno da história recente do rádio. Seu programa na Globo AM chega a receber 3.500 telefonemas por dia e é ouvido por 2 milhões de pessoas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
Comercialmente, as rádios enfrentam o seu quinhão de problemas. Há anos seu faturamento estagnou-se na casa dos 4% do bolo de recursos de publicidade. Em desvantagem na disputa por verbas com a televisão e outros meios, as emissoras vêm buscando uma nova estratégia, que é a formação de grandes redes. As maiores delas são a Gaúcha Sat e a Jovem Pan, que controlam mais de 100 rádios cada uma. Há duas semanas, a Bandeirantes também atingiu essa marca. A empresa, que já detinha mais de noventa emissoras, acaba de incorporar mais seis, dentre as quais algumas das mais ouvidas em São Paulo, como a Nativa e a 89 FM. As redes são vistas com reserva por alguns especialistas, que acreditam que elas podem pasteurizar a programação musical das FMs. Esses temores, no entanto, têm sido desmentidos pela realidade. "As redes perceberam que têm de dar espaço para os noticiários e os locutores de cada região para não sofrer reflexos negativos na audiência", diz o publicitário Paulo Gregoraci, do Grupo de Mídia São Paulo. De fato, o rádio tira boa parte de sua força da relação de proximidade com os ouvintes de uma localidade ou região. É isso o que explica o sucesso de um programa como Dona da Noite, que vai ao ar pela rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, e por outras 37 afiliadas da rede. Especialista em aconselhamento amoroso, o locutor Hamilton de Castro acalenta os insones mineiros há 29 anos. "Minha voz faz companhia aos ouvintes", diz ele, que já foi padrinho de mais de 800 casais que se conheceram no programa ou durante os bailes e excursões que organiza.
Uma tendência no rádio é a segmentação. Emissoras popularescas que martelam axé, pagode e programas policiais sensacionalistas nos ouvintes têm como contrapeso aquelas que se voltam exclusivamente para a música clássica, o jazz ou o rock. Nos últimos quinze anos, surgiu ainda o filão do jornalismo em tempo integral. A pioneira foi a paulista CBN. "Nosso aliado é o congestionamento. O executivo fica preso no trânsito e liga para ouvir notícias e saber quais as vias em melhores condições naquele momento", diz o apresentador Heródoto Barbeiro. Mas a mais surpreendente contribuição das rádios talvez seja a formação de uma nova geração de humoristas. Dos integrantes do Pânico à trupe do Na Geral, programa transmitido pela rádio Bandeirantes e possível atração futura da TV da mesma empresa, muitos têm conquistado espaço inclusive na televisão.
No ar há dez anos pela Jovem Pan, o besteirol do Pânico é o campeão de audiência na capital paulista do meio-dia às 2 da tarde, o "horário nobre" do rádio. Transmitido por outras 42 emissoras, ele também lidera no ibope em cidades como o Rio de Janeiro. Em sua versão na TV, o programa alcança a média de 6 pontos, um belo desempenho para a RedeTV!. Ainda na linha do escracho, também fazem sucesso os comediantes Paulo Bonfá, Marco Bianchi e Felipe Xavier. Em meados dos anos 90, eles ficaram famosos na 89 FM, de São Paulo, com as piadas dos Sobrinhos do Ataíde. Em 2003 o trio se separou. Os dois primeiros continuam na 89, além de comandar o programa Rockgol na MTV. Xavier criou os personagens Incrível Rosca e Doutor Pimpolho, que são um hit na Mix. O primeiro é um machão sarado que esconde um segredo no armário. Pimpolho é um chefe autoritário, desbocado e mesquinho. Seria inspirado num conhecido empresário de rádio, mas Xavier desconversa quando se toca nesse assunto. "Ele é o chefe de todo mundo", diz. No Nordeste, o maior fenômeno humorístico é de longe o radialista potiguar conhecido pelo codinome "Mução". O locutor – cujo nome verdadeiro é Rodrigo Vieira – ganhou fama com um programa em que passa trotes telefônicos que sempre descambam para a baixaria. Os "mandantes" são os próprios parentes e amigos da vítima, que fornecem a Mução informações para brincadeiras enlouquecedoras. Transmitido por 110 emissoras, o programa é abjeto, mas conquistou até gente famosa. "O presidente Lula tem o CD com meus melhores trotes", afirma Mução. É o rádio no poder.
Transcrito da Revista Veja de 2 de março de 2005, edição 1894
terça-feira, 9 de agosto de 2011
COXIM FABULOSO
Fonte: Revista Mirante nº52 - junho de 1961
Autoria: Reportagem de Mirante - Edição Tais Romanelli
Em 1961, a Revista Mirante nº52, voltou a focalizar em suas páginas o rio Coxim, dada a grande atração que o mesmo exercia sobre os pescadores piracicabanos.
Desta vez, o entrevistado foi o sertanista Joaquim Momesso, de Barra Bonita, promotor e dirigente de uma grande pescaria realizada em maio daquele ano.
O título acima é o original da matéria!
O título acima é o original da matéria!
Da esquerda para a direita: Renato Almeida Padro, Ezio Toledo, o sertanista Joaquim Momesso e a ‘pequena’ quantidade de peixes pescados.
- O rio Coxim de que rio é afluente?
- Do rio Taquarí, igualmente piscoso.
- É então quase na fronteira com o Paraguai ?
- Não. É longe. Fica no inicio do pantanal e relativamente próximo a fronteira da Bolívia.
- Há nessa região algum povoado, patrimônio ou cidade?
- A cidade de Coxim, que perto dele tem bom hotel às margens do rio, dirigido muito bem pela família Góis.
- Do rio Taquarí, igualmente piscoso.
- É então quase na fronteira com o Paraguai ?
- Não. É longe. Fica no inicio do pantanal e relativamente próximo a fronteira da Bolívia.
- Há nessa região algum povoado, patrimônio ou cidade?
- A cidade de Coxim, que perto dele tem bom hotel às margens do rio, dirigido muito bem pela família Góis.
- Que leva pescadores a procurar rio tão distante, quando ternos o Piracicaba, o Tietê e alguns outros famosos por sua fauna ?
- Porque o Coxim, estando em região pouco explorada pelo comércio de pesca, oferece quantidade e variedade de peixes que assombra qualquer pescador e por estar no início do Pantanal, recebendo a desova total da espécie existente no mesmo.
- Uma turma de 5 a 10 pescadores que quantidade de peixe pode pescar numa semana?
- Cinco toneladas, limpos.
- Qual a variedade mais freqüente no Coxim?
- Qual a variedade mais freqüente no Coxim?
- Jaú, pacu, pintado e dourado.
- Não há fiscalização de pesca nessa região? Como pescam ali?
- Pesca-se como amador, com linha.
- Não há fiscalização de pesca nessa região? Como pescam ali?
- Pesca-se como amador, com linha.
- Não fica o Coxim nas proximidades da região pantanosa? Não há perigo de maleita ou outras febres próprias dos países tropicais?
- Não tem havido casos com os nossos companheiros que ali frequentam há anos.
- Nesta última excursão quais foram os companheiros?
- Renato Sampaio de Almeida Prado, Orlando Ometto, Ezio de Toledo Martins e Michel Pedro José.
- E pilotos e cozinheiros?
- Como pilotos: Dionisio, Osvaldo e Chico. E cozinheiros: Hélio e Braga.
- Renato Sampaio de Almeida Prado, Orlando Ometto, Ezio de Toledo Martins e Michel Pedro José.
- E pilotos e cozinheiros?
- Como pilotos: Dionisio, Osvaldo e Chico. E cozinheiros: Hélio e Braga.
- A zona onde se situa o Coxim também atrai os caçadores?
- Sim. Para a caça de campo, há perdizes em quantidade. Há poucos campos. Mais própria a zona para caçada de mato.
- Quais as caças?
- Veado, paca, cutia, capivara, e outras variedades.
- Há também muitos jacarés nessa região? São realmente perigosos para com os pescadores? Atacam o homem?
- Há infinidade! Se atacam eu não sei, porque não nadei no meio deles ...
- Sim. Para a caça de campo, há perdizes em quantidade. Há poucos campos. Mais própria a zona para caçada de mato.
- Quais as caças?
- Veado, paca, cutia, capivara, e outras variedades.
- Há também muitos jacarés nessa região? São realmente perigosos para com os pescadores? Atacam o homem?
- Há infinidade! Se atacam eu não sei, porque não nadei no meio deles ...
- O rio Coxim é perigoso? Tem navegação?
- Sim. Muito perigoso pelas suas cachoeiras e arraias... Por isso há pouca navegação. Sendo que nas partes encachoeiradas, a passagem dos barcos se faz por terra ou por cordas.
- Como por cordas?
- Dois pilotos vão segurando a corda na popa para dar direção, e outros dois vão com uma corda na proa, servindo de breque... Esses pilotos vão por água a dentro e arrastam o perigo das arraias. Uma arraia pode pesar até 60 quilos ou mais.
- Sim. Muito perigoso pelas suas cachoeiras e arraias... Por isso há pouca navegação. Sendo que nas partes encachoeiradas, a passagem dos barcos se faz por terra ou por cordas.
- Como por cordas?
- Dois pilotos vão segurando a corda na popa para dar direção, e outros dois vão com uma corda na proa, servindo de breque... Esses pilotos vão por água a dentro e arrastam o perigo das arraias. Uma arraia pode pesar até 60 quilos ou mais.
- Como se atinge o rio Coxim?
- Por estrada de rodagem, do Porto XV a Campo Grande, que é oficial, boa; e até Coxim estrada comum. De avião pequeno aterrizando no campo de pouso do Hotel Piracema, do sr. Góis. Campo firme e seguro, portanto.
- Quais as melhores épocas da pesca ali? Pretende voltar?
- A melhor época é de Agosto a Outubro. Pretendo voltar, nessa época e o senhor repórter está convidado a confirmar o que eu disse.
- Por estrada de rodagem, do Porto XV a Campo Grande, que é oficial, boa; e até Coxim estrada comum. De avião pequeno aterrizando no campo de pouso do Hotel Piracema, do sr. Góis. Campo firme e seguro, portanto.
- Quais as melhores épocas da pesca ali? Pretende voltar?
- A melhor época é de Agosto a Outubro. Pretendo voltar, nessa época e o senhor repórter está convidado a confirmar o que eu disse.
O piloto Chico e uma amostra do que é o Coxim em abundância de peixes.
Um passeio por Coxim
Na Revista Mirante número 47, de janeiro de 1961, Carmo Iatauro Filho contou sobre sua viagem a Coxim. Ele contou que, na época, “estava na moda” pescar por lá.
“Quem da nossa confraria de uns 8 meses até esta data não fala em Coxim? Ou já ouviu falar de lá? O motivo é estar em ascensão, é estar entrando na moda o ir-se ao Coxim. De lá, Coxim, desde 1953 tenho tido notícias por intermédio do Angelim Bulo, piloto do Amador Almeida Prado. Dizia-me ele ser lá a sétima essência em piscosidade”.
A seguir estão os relatos sobre a viagem, retirados da Revista Mirante.
Rota: Goiânia. Lá pernoitaremos e bem cedo na manhã seguinte tomaremos o rumo do Coxim. Nesta viagem voamos sobre densa camada de nuvens, e como nesse trecho não há rádio para nos guiar, fizemos vôo contando somente com a bússola. Afinal fomos felizes e por um buraco nas nuvens, 2 e 1/2 horas após vislumbramos o Taquari barrento lá em baixo; a cidadezinha de Coxim e o campo de pouso ao lado.
Ei-nos pousados, e a seguir rumando para o Hotel Piracema à margem do Taquari.
Sabíamos que lá em Coxim, estavam dois caminhões de conterrâneos nossos e os fomos procurar. Encontramos: Paco Garcia, Michel P. José, Amador A. Prado, Angelim e outros.
A primeira impressão do Taquari nos foi grata, pois ,em suas margens avistamos diversas pessoas limpando grande quantidade de peixes.
Teremos de almoçar, vaticina Michel, e não contendo a ânsia de provar o rio, almoçamos no Piracema, para logo a seguir descermos ao barranco.
Como premissa, direi ao eventual leitor que tudo quanto disserem do Coxim, por mais absurdo que seja, acredite. Não duvide. Será por certo verdade, por incrível que pareça.
Coxim é a cidadezinha à beira do Taquarí, assim como Coxim é o afluente que deságua pouco acima do desnível que o Taquarí sofre em frente ao Hotel Piracema.
Quando se diz: Fui pescar no Coxim, geralmente estamos nos referindo ao Taquarí, mais volumoso e do qual é o Coxim afluente. Em piscosidade equivalem-se.
A ictío-fauna de ambos é incrível. Conheci vários lugares afamados pela abundância de peixes, mas nem de longe os poderia comparar ao Coxim. Quem não o conhece é mister que o conheça para avaliar, pois não há a meu ver padrão para comparações por ser ele o máximo.
A explicação dessa riqueza se esboça ao observar um mapa de Mato Grosso. Vê-se que o Taquarí-Coxim, caminha aproximadamente metade do seu curso rumo ao rio Paraguai do qual é afluente, pelo meio da vasta área denominada Pantanal do Taquarí. Esse pantanal constitui um inesgotável viveiro criador de peixes com seu sistema de lagoas e pântanos comunicantes drenando para o curso do rio.
A área é enorme, a procriação estupenda e livre de qualquer impecilho que não sejam os naturais. Não há poluição e a pesca que lá realizam não se compara a que aqui praticamos, em poder de dizimação da fauna. Nem de longe pelo que observei.
Todos esses fatores contribuem para a manutenção desse verdadeiro paraíso da pesca.
Bem, estamos na torrente: Michel, Dalton e quem relata. Michel já conhecedor dalí estava sereno, porém eu e Dalton com a ânsia natural da expectativa. Chispa-se o Johnson navegando cerca de 500 metros rio abaixo. Paramos.
- Aqui Michel? Podemos começar?
- Calma, vamos localizar o cardume.
- Que? Mas como?
- Espe-re um pouco, escute ... aqui estão eles.
Leitores, é verdade. Lá pesca-se na certeza. Primeiro se localiza o cardume pelo barulho que faz, depois inicia-se a pesca.
É incrível. Impressionante. Estávamos em cima de um cardume de pacús e o barulho que faziam era semelhante ao de uma vara de porcos comendo. É croc, croc, croc, croc, em baixo do bote, dos lados, em toda extensão que se pode ouvir. A quantidade de peixes deve ser incalculável a julgar pelo barulho que fazem. Dá as vezes impressão de vibração.
Pensam que é um fato passageiro? Também pensei, mas me enganei. Em todo percurso navegado, aproximadamente 1 e ½ km. Foi assim. Ora mais forte, ora mais fraco.
Alternando-se e misturando-se ao som emitido pelos pacus escutávamos outro diferente, mais ou menos assim: tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá ... Piaiúvas em quantidade fabulosa.
Que maravilha. Foi coisa que nunca presenciei em toda minha vida.
A pergunta já está engatilhada não é mesmo? Pegaram?
Sim. A foto ilustra o resultado de 200 metros de descida. Nela estão 44 pacus.
Saliento que estando o rio sujo, nos seria impossível pescar com linha e anzol e nem teríamos oportunidade de esperá-lo limpar, devido ao tempo que lá pretendíamos ficar. Era curto infelizmente.
Assim das 2 da tarde até o escurecer, quando não mais aguentávamos o cansaço em dois botes, pescando seis pessoas, recolhemos uma quantidade enorme, de pacus, dourados e pintados. Bem que os contamos, mas não vale a pena declarar o número. Seria inacreditável a quem não conhece o Coxim.
Vem se aproximando o ocaso. O sol mortiço está baixo no horizonte, pela metade enterrado na copa do arvoredo marginal. É hora dos peixes rebojarem.
Continuamos pescando, porém agora não é só o barulho dos peixes que se ouve. Vê-se-os saltarem fora da água em quantidade impressionante até onde se pode alcançar com a vista. Nas margens os pintados dando caça aos peixes menores, no meio os pacus e dourados. Nossas vontades estão satisfeitas.
Quando iniciamos, pretendíamos continuar pescando à noite, porém o cansaço, a vontade morta e sepultada sob o monte de peixes nos impediram de continuar.
Qualquer um por mais entusiasta que seja faria o que fizemos: banho, jantar e cama com sono plúmbeo.
O que relatei, lá é rotina. O que não o é, é a retirada de volume tão grande de pescado por pescadores da região. Para nós daqui, todos sabem, é só haver peixes que os havemos de retirar da água. Nosso rio é uma verdadeira escola de pesca, e não há piracicabano que não conheça pelo menos de nome os vários tipos de pescaria.
Lá não. Desconhecem muito. E olham-nos pasmados, das margens, ao subirmos o rio com o bote calando fundo pelo peso dos peixes.
Sabem como rodam? Para começar não teem botes. Usam uma canoa comprida tipo indígena. O piloto senta-se à prôa que está virada para baixo. Em vez de segurar o barco puxa-o para baixo com uma vara de mais ou menos 4 metros, remando.
Bom, já falei da viagem, do rio, dos peixes e do modo de pescar da região. Agora falta falar da tristíssima partida. Ficou por último por que é o final. Um final como todo outro qualquer de coisa boa.
Todos nós já o sentimos, e sabemos que nem bem ele começa e já estamos com a idéia remoendo planos para a próxima.
FIM
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O RÁDIO QUE QUEREMOS
O rádio é um meio de comunicação que resiste a todas as mudanças do tempo, da tecnologia e dos modos de vida da história humana. Seu papel informativo, cultural, de congraçamento e serviço deve sempre ser ressaltado, divulgado e analisado por todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos na construção de sua programação e na grade de ação de seu espectro radiofônico.
O rádio é plural, tem papel primordial na relação das pessoas e pode ser um instrumento extremamente forte na difusão de valores e na concretização de uma formação ética e cidadã dos que o ouvem ou dos que nele trabalham. Desse modo, é importante que o rádio seja cada vez mais aperfeiçoado, incentivado e divulgado no que se refere à sua importância e valor.
O povo quer que o rádio seja mensageiro de idéias adequadas aos ideais da ética e da moral, da construção da cidadania e da valorização dos seres humanos.
Precisamos que o rádio se modernize, mas esta modernização deve vir acompanhada de uma dose de humanismo e de momentos de concretização de uma sociedade sem preconceitos, sem discriminações nem agressões ao povo nas suas ondas, que vão a todos os lugares e a todos os lares que, com certeza, merecem respeito.
Por que anunciar no Rádio?
O rádio está junto ao consumidor na hora da compra. Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra.
As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio, em média três horas e 45 minutos por dia. Para convencer o consumidor, o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem com mais facilidade do que o que vêem, principalmente se sua mensagem estiver em forma de jingle.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro à tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda.
Pesquisas do IBOPE confirmam que as pessoas que fazem compras passam, 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo televisão e no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda, ele pode estar fazendo outra coisa.
O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência. Segundo pesquisa do IBOPE, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia, na fazenda, ao lado, enquanto navega na Internet ...
O rádio está em 99% das casas, e em 83% dos carros.
O horário nobre do rádio dura 13 horas, 6 horas da manhã até às 19 hora.
Só rádio acompanha o consumidor nas férias. As pessoas tendem a sair de casa durante a noite no verão, o que aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veículo especializado em acompanhar o consumidor aonde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
O rádio é o veículo de maior credibilidade. Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja, sete posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto refletem também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora.
Exemplo do poder do meio rádio:
Em 01 dia sozinho o rádio consegue cobrir 66% da população
Em 02 dias 78% da população
Em 07 dias 95% da população
Em 15 dias vai a 97% da população
Em 01 dia sozinho o rádio consegue cobrir 66% da população
Em 02 dias 78% da população
Em 07 dias 95% da população
Em 15 dias vai a 97% da população
Fonte: IBOPE
Outro motivo, o mais importante na minha opinião é que o Rádio deixa as pessoas mais felizes que a Internet e a Televisão.
Então na sua próxima campanha publicitário coleque também um anuncio no rádio e relacione sua empresa com algo que deixas as pessoas mais felizes!
AlexandreCurriel.blogspot.com
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