terça-feira, 9 de agosto de 2011

COXIM FABULOSO

Fonte: Revista Mirante nº52 - junho de 1961
Autoria: Reportagem de Mirante - Edição Tais Romanelli

    Em 1961, a Revista Mirante nº52, voltou a focalizar em suas páginas o rio Coxim, dada a grande atração que o mesmo exercia sobre os pescadores piracicabanos.
   Desta vez, o entrevistado foi  o sertanista Joaquim Momesso, de Barra Bonita, promotor e dirigente de uma grande pescaria realizada em maio daquele ano.
    O título acima é o original da matéria!
Da esquerda para a direita: Renato Almeida Padro, Ezio Toledo, o sertanista Joaquim Momesso e a ‘pequena’ quantidade de peixes pescados.



    - O rio Coxim de que rio é afluente?
    - Do rio Taquarí, igualmente piscoso.
    - É então quase na fronteira com o Paraguai ?
    - Não. É longe. Fica no inicio do pantanal e relativamente próximo a fronteira da Bolívia.
    - Há nessa região algum povoado, patrimônio ou cidade?
    - A cidade de Coxim, que perto dele tem bom hotel às margens do rio, dirigido muito bem pela família Góis.

    - Que leva pescadores a procurar rio tão distante, quando ternos o Piracicaba, o Tietê e alguns outros famosos por sua fauna ?
    - Porque o Coxim, estando em região pouco explorada pelo comércio de pesca, oferece quantidade e variedade de peixes que assombra qualquer pescador e por estar no início do Pantanal, recebendo a desova total da espécie existente no mesmo.
    - Uma turma de 5 a 10 pescadores que quantidade de peixe pode pescar numa semana?
   - Cinco toneladas, limpos.
   - Qual a variedade mais freqüente no Coxim?
   - Jaú, pacu, pintado e dourado.
   - Não há fiscalização de pesca nessa região? Como pescam ali?
   - Pesca-se como amador, com linha.

   - Não fica o Coxim nas proximidades da região pantanosa? Não há perigo de maleita ou outras febres próprias dos países tropicais?
   - Não tem havido casos com os nossos companheiros que ali frequentam há anos.
   - Nesta última excursão quais foram os companheiros?
- Renato Sampaio de Almeida Prado, Orlando Ometto, Ezio de Toledo Martins e Michel Pedro José.
   - E pilotos e cozinheiros?
   - Como pilotos: Dionisio, Osvaldo e Chico. E cozinheiros: Hélio e Braga.
 
   - A zona onde se situa o Coxim também atrai os caçadores?
   - Sim. Para a caça de campo, há perdizes em quantidade. Há poucos campos. Mais própria a zona para caçada de mato.
   - Quais as caças?
   - Veado, paca, cutia, capivara, e outras variedades.
   - Há também muitos jacarés nessa região? São realmente perigosos para com os pescadores? Atacam o homem?
   - Há infinidade! Se atacam eu não sei, porque não nadei no meio deles ...
   - O rio Coxim é perigoso? Tem navegação?
   - Sim. Muito perigoso pelas suas cachoeiras e arraias... Por isso há pouca navegação. Sendo que nas partes encachoeiradas, a passagem dos barcos se faz por terra ou por cordas.
   - Como por cordas?
   - Dois pilotos vão segurando a corda na popa para dar direção, e outros dois vão com uma corda na proa, servindo de breque... Esses pilotos vão por água a dentro e arrastam o perigo das arraias. Uma arraia pode pesar até 60 quilos ou mais.
   - Como se atinge o rio Coxim?
   - Por estrada de rodagem, do Porto XV a Campo Grande, que é oficial, boa; e até Coxim estrada comum. De avião pequeno aterrizando no campo de pouso do Hotel Piracema, do sr. Góis. Campo firme e seguro, portanto.
   - Quais as melhores épocas da pesca ali? Pretende voltar?
   - A melhor época é de Agosto a Outubro. Pretendo voltar, nessa época e o senhor repórter está convidado a confirmar o que eu disse.



O piloto Chico e uma amostra do que é o Coxim em abundância de peixes.

Um passeio por Coxim

   


 Na Revista Mirante número 47, de janeiro de 1961, Carmo Iatauro Filho contou sobre sua viagem a Coxim. Ele contou que, na época, “estava na moda” pescar por lá.
    “Quem da nossa confraria de uns 8 meses até esta data não fala em Coxim? Ou já ouviu falar de lá?  O motivo é estar em ascensão, é estar entrando na moda o ir-se ao Coxim.  De lá, Coxim, desde 1953 tenho tido notícias por intermédio do Angelim Bulo, piloto do Amador Almeida Prado. Dizia-me ele ser lá a sétima essência em piscosidade”.

    A seguir estão os relatos sobre a viagem, retirados da Revista Mirante.


    Rota: Goiânia. Lá pernoitaremos e bem cedo na manhã seguinte tomaremos o rumo do Coxim. Nesta viagem voamos sobre densa camada de nuvens, e como nesse trecho não há rádio para nos guiar, fizemos vôo contando somente com a bússola. Afinal fomos felizes e por um buraco nas nuvens, 2 e 1/2 horas após vislumbramos o Taquari barrento lá em baixo; a cidadezinha de Coxim e o campo de pouso ao lado.
    Ei-nos pousados, e a seguir rumando para o Hotel Piracema à margem do Taquari. 
   Sabíamos que lá em Coxim, estavam dois caminhões de conterrâneos nossos e os fomos procurar. Encontramos: Paco Garcia, Michel P. José, Amador A. Prado, Angelim e outros.
    A primeira impressão do Taquari nos foi grata, pois ,em suas margens avistamos diversas pessoas limpando grande quantidade de peixes.
Teremos de almoçar, vaticina Michel, e não contendo a ânsia de provar o rio, almoçamos no Piracema, para logo a seguir descermos ao barranco.
   Como premissa, direi ao eventual leitor que tudo quanto disserem do Coxim, por mais absurdo que seja, acredite. Não duvide. Será por certo verdade, por incrível que pareça.


    Coxim é a cidadezinha à beira do Taquarí, assim como Coxim é o afluente que deságua pouco acima do desnível que o Taquarí sofre em frente ao Hotel Piracema.
    Quando se diz: Fui pescar no Coxim, geralmente estamos nos referindo ao Taquarí, mais volumoso e do qual é o Coxim afluente. Em piscosidade equivalem-se.
    A ictío-fauna de ambos é incrível. Conheci vários lugares afamados pela abundância de peixes, mas nem de longe os poderia comparar ao Coxim. Quem não o conhece é mister que o conheça para avaliar, pois não há a meu ver padrão para comparações por ser ele o máximo.
    A explicação dessa riqueza se esboça ao observar um mapa de Mato Grosso. Vê-se que o Taquarí-Coxim, caminha aproximadamente metade do seu curso rumo ao rio Paraguai do qual é afluente, pelo meio da vasta área  denominada Pantanal do Taquarí. Esse pantanal constitui um inesgotável viveiro criador de peixes  com seu sistema de lagoas e pântanos comunicantes drenando para o curso do rio.
    A área é enorme, a procriação estupenda e livre de qualquer impecilho que não sejam os naturais. Não há poluição e a pesca que lá realizam não se compara a que aqui praticamos, em poder de dizimação da fauna. Nem de longe pelo que observei.
    Todos esses fatores contribuem para a manutenção desse verdadeiro paraíso da pesca.
    Bem, estamos na torrente: Michel, Dalton e quem relata. Michel já conhecedor dalí estava sereno, porém eu e Dalton com a ânsia natural da expectativa. Chispa-se o Johnson navegando cerca de 500 metros rio abaixo. Paramos.

   - Aqui Michel? Podemos começar?
   - Calma, vamos localizar o cardume.
   - Que? Mas como?
   - Espe-re um pouco, escute ... aqui estão eles.


    Leitores, é verdade. Lá pesca-se na certeza. Primeiro se localiza o cardume pelo barulho que faz, depois inicia-se a pesca.
    É incrível. Impressionante. Estávamos em cima de um cardume de pacús e o barulho que faziam era semelhante ao de uma vara de porcos comendo.  É croc, croc, croc, croc, em baixo do bote, dos lados, em toda extensão que se pode ouvir. A quantidade de peixes deve ser incalculável a julgar pelo barulho que fazem. Dá as vezes impressão de vibração.
    Pensam que é um fato passageiro? Também pensei, mas me enganei. Em todo percurso navegado, aproximadamente 1 e ½ km. Foi assim. Ora mais forte, ora mais fraco.
    Alternando-se e misturando-se ao som emitido pelos pacus escutávamos outro diferente, mais ou menos assim: tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá ... Piaiúvas em quantidade fabulosa.
    Que maravilha. Foi coisa que nunca presenciei em toda minha vida.







 

    A pergunta já está engatilhada não é mesmo? Pegaram?
   Sim. A foto ilustra o resultado de 200 metros de descida. Nela estão 44 pacus.

    Saliento que estando o rio sujo, nos seria impossível pescar com linha e anzol e nem teríamos oportunidade de esperá-lo limpar, devido ao tempo que lá pretendíamos ficar. Era curto infelizmente.
Assim das 2 da tarde até o escurecer, quando não mais aguentávamos o cansaço em dois botes, pescando seis pessoas, recolhemos uma quantidade enorme, de pacus, dourados e pintados. Bem que os contamos, mas não vale a pena declarar o número. Seria inacreditável a quem não conhece o Coxim.
    Vem se aproximando o ocaso. O sol mortiço está baixo no horizonte, pela metade enterrado na copa do arvoredo marginal. É hora dos peixes rebojarem.
    Continuamos pescando, porém agora não é só o barulho dos peixes que se ouve. Vê-se-os saltarem fora da água em quantidade impressionante até onde se pode alcançar com a vista. Nas margens os pintados dando caça aos peixes menores, no meio os pacus e dourados. Nossas vontades estão satisfeitas.
    Quando iniciamos, pretendíamos continuar pescando à noite, porém o cansaço, a vontade morta e sepultada sob o monte de peixes nos impediram de continuar.
    Qualquer um por mais entusiasta que seja faria o que fizemos: banho, jantar e cama com sono plúmbeo.


    O que relatei, lá é rotina. O que não o é, é a retirada de volume tão grande de pescado por pescadores da região. Para nós daqui, todos sabem, é só haver peixes que os havemos de retirar da água. Nosso rio é uma verdadeira escola de pesca, e não há piracicabano que não conheça pelo menos de nome os vários tipos de pescaria.
    Lá não. Desconhecem muito. E olham-nos pasmados, das margens, ao subirmos o rio com o bote calando fundo pelo peso dos peixes.

    Sabem como rodam? Para começar não teem botes. Usam uma canoa comprida tipo indígena. O piloto senta-se à prôa que está virada para baixo. Em vez de segurar o barco puxa-o para baixo com uma vara de mais ou menos 4 metros, remando.

    Bom, já falei da viagem, do rio, dos peixes e do modo de pescar da região. Agora falta falar da tristíssima partida. Ficou por último por que é o final. Um final como todo outro qualquer de coisa boa.
    Todos nós já o sentimos, e sabemos que nem bem ele começa e já estamos com a idéia remoendo planos para a próxima.
 
                                     
FIM

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O RÁDIO QUE QUEREMOS



   O rádio é um meio de comunicação que resiste a todas as mudanças do tempo, da tecnologia e dos modos de vida da história humana. Seu papel informativo, cultural, de congraçamento e serviço deve sempre ser ressaltado, divulgado e analisado por todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos na construção de sua programação e na grade de ação de seu espectro radiofônico.
    O rádio é plural, tem papel primordial na relação das pessoas e pode ser um instrumento extremamente forte na difusão de valores e na concretização de uma formação ética e cidadã dos que o ouvem ou dos que nele trabalham. Desse modo, é importante que o rádio seja cada vez mais aperfeiçoado, incentivado e divulgado no que se refere à sua importância e valor.
    O povo quer que o rádio seja mensageiro de idéias adequadas aos ideais da ética e da moral, da construção da cidadania e da valorização dos seres humanos.
Precisamos que o rádio se modernize, mas esta modernização deve vir acompanhada de uma dose de humanismo e de momentos de concretização de uma sociedade sem preconceitos, sem discriminações nem agressões ao povo nas suas ondas, que vão a todos os lugares e a todos os lares que, com certeza, merecem respeito.

Por que anunciar no Rádio?



O rádio está junto ao consumidor na hora da compra. Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra.
As pessoas passam mais tempo ouvindo rádio, em média três horas e 45 minutos por dia. Para convencer o consumidor, o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem com mais facilidade do que o que vêem, principalmente se sua mensagem estiver em forma de jingle.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro à tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda.
Pesquisas do IBOPE confirmam que as pessoas que fazem compras passam, 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo televisão e no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda, ele pode estar fazendo outra coisa.
O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência. Segundo pesquisa do IBOPE, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia, na fazenda, ao lado, enquanto navega na Internet ...
O rádio está em 99% das casas, e em 83% dos carros.
O horário nobre do rádio dura 13 horas, 6 horas da manhã até às 19 hora.
Só rádio acompanha o consumidor nas férias. As pessoas tendem a sair de casa durante a noite no verão, o que aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veículo especializado em acompanhar o consumidor aonde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
O rádio é o veículo de maior credibilidade. Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja, sete posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto refletem também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora.
Exemplo do poder do meio rádio:
Em 01 dia sozinho o rádio consegue cobrir 66% da população
Em 02 dias 78% da população
Em 07 dias 95% da população
Em 15 dias vai a 97% da população
Fonte: IBOPE
Outro motivo, o mais importante na minha opinião é que o Rádio deixa as pessoas mais felizes que a Internet e a Televisão.
Então na sua próxima campanha publicitário coleque também um anuncio no rádio e relacione sua empresa com algo que deixas as pessoas mais felizes!






AlexandreCurriel.blogspot.com